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O que a obra “Late Night” pode nos ensinar sobre dar ouvidos ao seu público?

O que a obra “Late Night” pode nos ensinar sobre dar ouvidos ao seu público?

Além de gerar reflexão sobre as relevantes temáticas que estão em alta nos últimos anos, como o espaço da mulher no mercado de trabalho, o preconceito com a diversidade, a busca pelo que se gosta de fazer e não necessariamente para o que estudou, a relação de líder e equipe e o poder das redes sociais, o filme lançado em 2019 não poderia ser mais atual.

O roteiro de “Late Night”, em português “Talk-show – Reinventando a Comédia” envolve a história de uma lenda dos programas no formato talk-show. Katherine, interpretada pela atriz Emily Aragones, tem seus muitos anos de experiência na televisão e encabeça seu próprio programa, porém, a audiência está decaindo ao passar de cada dia e a emissora se posiciona por um cancelamento, despejando sobre a apresentadora o peso de uma aposentadoria precoce e não desejada. Graças a chegada de Molly Patel, genialmente interpretada pela atriz Mindy Kaling, a nova integrante ao corpo de roteiristas, muitas reviravoltas acontecem e a poeira pode ser tirada dos estúdios, trazendo novamente à tona todo o talento da comediante.

O ponto alto que aqui pode ser registrado e que vale assistir ao filme com esse olhar é um aspecto muito comum quando falamos de consultoria para empresas: ouvir seu próprio público. Quando a empresa, negócio, programa, ou o que quer que seja do mundo do business, está há muitos anos no mercado e não conta com o hábito de manter uma determinada frequência para aplicação de pesquisas de mercado com seu próprio público-alvo, é comum existir uma resistência para iniciar essa abertura. Frases como “faço isso há muitos anos, sei o que estou fazendo”, ou ainda “eu já faço o que todo mundo gosta e quer” são comuns nesse processo, e no filme é deixado muito claro o motivo: o medo profundo do gestor em não só saber a verdade, mas precisar sair de sua zona de conforto e se reinventar. Porém, doa a quem doer, ouvir o público, ou consumidor e até os próprios funcionários e equipe pode ser o divisor de águas entre sucesso.

O filme traz, de uma forma muito leve e divertida, que os nossos negócios podem ter saído da nossa cabeça e podemos estar há muitos anos no mercado, porém eles são feitos para consumo de outros e, sendo assim, é com “os outros” que precisamos nos preocupar com a satisfação. Uma vasta trajetória em qualquer segmento sempre trará muitos benefícios e conhecimento, mas essa bagagem não deve ser jogada fora pela falta de atualização e adaptação no momento em que o rumo do seu negócio estiver em baixa.

A história da apresentadora Katherine nos ensina também que não precisamos perder nossa essência quando nos atualizamos, muito pelo contrário, ela aproveitou sua própria desatualização, idade e visual para converter em sucesso, em humor que ela já fazia com muito sucesso anos atrás. Por mais que ela tenha se disposto a uma repaginada total do visual, isso nada mais foi que a externalização de um humor e bem-estar reencontrados e ainda assim vimos características marcantes e únicas desse personagem serem mantidas.

Essa obra nos ensina ainda sobre como é importante encarar os desafios de frente, não somente os profissionais, mas os pessoais também. Em determinado ponto, um escândalo vem à tona e ela poderia se esconder, se abster até que o assunto caísse no esquecimento, porém, preferiu encarar com sinceridade, expondo um lado frágil nunca visto e com isso, demonstrando uma grande liderança e lado humano, tão necessário para gerar empatia e vínculo real com o público. Isso não quer dizer que seus problemas pessoais devem ser expostos no Instagram da marca, mas sim, que cai bem ter sabedoria em filtrar os assuntos que podem relacionar a empresa, como, por exemplo, o cansaço de um gestor no desenvolvimento de um novo produto. Isso pode ser atrativo, por possibilitar essa aproximação, o cliente se sente parte do processo, sente empatia e até identificação.

O filme pode nos levar a muitas reflexões e quero destacar aqui algumas para incentivar esse olhar para seu próprio negócio enquanto o filme rola na tela:

    1. Estar disposto a ouvir, mesmo que doa, o seu público. Eles são a fonte de inovação e ajustes que sua marca precisa.
    2. Mantenha frequência em pesquisas de mercado, pelo menos anual, com intuito de medir a satisfação e as possíveis melhorias que seu produto ou serviço podem abraçar.
    3. Inclua na rotina se manter atualizado dos hábitos de consumo e plataformas de forma geral, acompanhando sites de notícias e meios digitais, as informações podem te facilitar o desenvolvimento de novas ideias.
    4. Não é necessário envolver-se profundamente com história e situação de vida de cada funcionário, mas respeitá-los e ouvi-los antes dos seus próprios preconceitos é de suma importância, afinal a escolha de trazer esses membros para a equipe parte de um processo e uma série de critérios definidos por você mesmo.

Os itens 2 e 3 não precisam ser feitas diariamente, nem com uma frequência semanal, mas se forem feitas, podem mudar completamente o rumo de seu negócio!

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