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Home Office: O que mudou após um ano de pandemia

Home Office: O que mudou após um ano de pandemia

Após um ano de pandemia do coronavírus o mundo todo têm se perguntado se o escritório está obsoleto. Sejam trabalhadores, proprietários ou governos, as relações de trabalho e consumo mudaram, e isso ninguém duvida, mas será que o home office será uma tendência?

Mesmo com o fim do isolamento social, o trabalho em home office seguiu para várias empresas nacionais e internacionais. Cerca de 94% das empresas brasileiras afirmam que atingiram ou superaram suas expectativas de resultados com o home office. Mesmo assim, 70% planejam encerrar a prática ou reduzi-la a apenas 25% dos funcionários quando a pandemia de Covid-19 tiver terminado.

Para Alexandre Frankel, CEO da Housi, startup de moradia por assinatura, anunciou trabalho remoto definitivo para os 100 colaboradores. Já no mercado estrangeiro cerca de 84% dos funcionários de escritórios franceses retornaram às atividades in loco, enquanto menos de 40% dos britânicos retornaram ao local de trabalho. Jack Dorsey, fundador e CEO do Twitter, diz que a equipe da empresa pode trabalhar em casa para sempre, mas Reed Hastings, o fundador da Netflix, diz que trabalhar em casa é totalmente negativo.

Para algumas empresas o trabalho remoto se tornou eficiente e já decidiram migrar de vez para o formato a distância, mas há aquelas que planejam voltar à medida que a crise melhorar. Para essas, mesclar trabalho presencial e a distância deverá ser comum no cenário pós-pandemia. Em pesquisa realizada pela Robert Half, empresa global de consultoria de recursos humanos, foi revelado que embora os protocolos aplicados pelas empresas variem de acordo com a cidade e estado, além do tipo de atividade, 86% dos profissionais entrevistados querem trabalhar de casa mais vezes após o fim da pandemia. Ainda segundo o estudo, que ouviu mais de 800 pessoas, 67% perceberam que é possível executar as tarefas remotamente; 49% consideram que o equilíbrio entre vida profissional e pessoal melhorou sem o deslocamento para o trabalho; e 25% estão mais confortáveis com as tecnologias.

 

E como ficará o futuro do trabalho?

Diversos aspectos do mercado de trabalho foram alterados com a pandemia, desde os processos seletivos, as habilidades exigidas, o ambiente onde os colaboradores atuarão.

Por um lado, percebemos benefícios como prescindir dos deslocamentos diários, que poupam muito tempo e dinheiro, por outro lado a dificuldade de estabelecer um senso de pertencimento à empresa quando não se convive com líderes e colegas.

Mas faz parte da natureza humana querer saber o que nos aguarda futuramente, ainda mais depois de inúmeras empresas realizarem demissões por conta da quarentena que obrigou o fechamento de serviços para conter a disseminação da Covid-19. E para aqueles que não perderam seus empregos, precisaram adaptar-se a uma realidade de trabalho muito diferente da habitual.

A realidade do futuro do trabalho e da nossa sociedade tem passado por mudanças diariamente, e por isso é impossível determinar o que exatamente o futuro do trabalho reservará no curto prazo, mas com toda certeza não será 100% remota.

No entanto, uma coisa é certa afirmar, a pandemia acelerou as mudanças em direção a um futuro de trabalho mais digital, distribuído e orientado por dados. E quando os novos livros de história foram escritos, 2021 será considerado um momento crítico de transição para uma economia mais inspirada na tecnologia.

 

Leis trabalhistas terão que se adaptar

O Capítulo II-A da CLT, incluído pela Lei 13.467/2017, já estabeleceu algumas regras para a implantação do teletrabalho como a obrigatoriedade de formalização no contrato de trabalho e a possibilidade de alteração entre o regime presencial e remoto por acordo entre empregado e empregador. A Medida Provisória 927/2020, publicada em 22 de março de 2020, flexibilizou algumas regras, como a possibilidade de implantação do home-office de forma unilateral pelo empregador.

Mas novas legislações trabalhistas serão necessárias para definir os direitos e deveres dos funcionários que agora usam sua casa como espaço de trabalho, pois o fato é que o relaxamento do isolamento social em algumas regiões do país demonstra que o teletrabalho implementado durante a pandemia deverá ser mantido em parcela significativa das empresas, em especial em setores administrativos e burocráticos, além de áreas técnicas cujo trabalho possa ser desenvolvido com a utilização das ferramentas tecnológicas disponíveis atualmente.

Algumas questões precisam ser adaptadas, como por exemplo, quem deve pagar pelo custo do trabalho doméstico? Como serão realizadas demissões? De que forma serão contabilizadas as horas trabalhadas? Como monitorar o tempo de trabalho contratual em um mundo onde ninguém fisicamente observa ninguém? E até que ponto as empresas podem vigiar os trabalhadores em casa?

E para você, o que mudou após um ano de pandemia? Seja empresário ou trabalhador, queremos saber a sua opinião sobre o futuro do trabalho e o que tem planejado para você e seu negócio.

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