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Busca pela excelência

Busca pela excelência

“Me avise quando sua vida pessoal virar fumaça. Quer dizer que você será promovida”

 Mais um clássico para nossa lista de filmes interessantes para empreendedores, O Diabo Veste Prada apresenta em sua trama uma situação muito comum no mundo do empreendedorismo, em particular para aqueles que acham que seu período como funcionário não ajudou em nada na sua carreira.

Em resumo, o filme tem como protagonista Andrea Sachs, que tem o sonho de ser jornalista, mas que acaba sendo contratada como assistente da famosa editora Miranda Priestly. Após um tratamento humilhante, Andy se adapta e começa a usufruir dos benefícios da indústria da moda. Ela precisa tomar uma decisão entre manter seu emprego atual ou perseguir seus sonhos anteriores. O filme mostra que muitas vezes é preciso passar por um emprego não tão positivo para ganhar experiência de vida. 

Agora vamos para o ponto de vista de negócios, excluindo os aspectos da comédia dramática que envolvem a trama, o que essa história pode nos ensinar?

 

Gestão de Pessoas

Todo gestor que está em posição de chefia pode ter se identificado, em determinados momentos, com a “poderosa” Miranda, e não se trata aqui de fazer uma defesa ou crítica a ela. Mas todo gestor, que é chefe, muitas vezes impõe aos funcionários de sua empresa que não basta somente “um trabalho bem feito”, se espera muito mais, se exige muito mais, e isso porque você, que está na posição de chefia, se exige e se supera a todo o momento.

Na ficção não foi diferente, apesar da gestão agressiva e autoritária, a gestora fez a sua equipe funcionar. E como todo chefe, ela está ali para cobrar resultados, não importa se a maneira como ela fez foi certa ou errada, no final, ela conseguiu os resultados que desejava.

Já a assistente Andrea, pelo lado do colaborador, passa a agir e se antecipar cada vez mais e ganha a confiança e respeito da chefe exigente, surpreendendo-a sempre. Aceita desafios, promove intercâmbio, amplia e usa as redes de contato e influência.

 

Agora se pergunte, quem ganha aqui? A resposta correta é, todos ganham!

Todo profissional tem necessidade de se adaptar e de se superar em uma nova empresa. E isso nunca será possível se o profissional não acredita em si mesmo, é preciso tentar superar as expectativas do chefe e dos colegas, mas também as suas próprias. Mas por outro lado, a que custo?

 

Sucesso nos negócios x Qualidade de vida

Não é raro que os cuidados pessoais sejam deixados de lado em detrimento do trabalho, e em princípio isso pode ser bem visto e considerado uma dedicação excepcional. Contudo, essa atitude compromete a saúde emocional e a qualidade de vida, e quando esses aspectos da vida são prejudicados, o negócio também poderá sofrer consequências.

No filme é destacado alguns desses aspectos, por parte do abuso de poder praticado por Miranda, onde faz com que Andrea, guiada pelo desejo de alcançar o sucesso, tome uma mudança de postura e sua carreira começa a interferir diretamente em sua vida pessoal na medida em que os pedidos da chefe aumentam.

E por contrapartida, Miranda também sofre as consequências para alcançar seu próprio sucesso, mesmo reconhecendo o sofrimento que infligiu a si e sua família, opta por seguir em frente.

 

Na vida real a questão é bem simples: tudo se resume em escolhas e consequências, há um preço a ser pago em tudo aquilo que buscamos, dizemos e fazemos.  Tenho certeza que você já se deparou com uma situação similar na sua carreira, seja no cargo de chefia ou empregado, em que sacrifícios tiveram que ser feitos para que objetivos maiores fossem alcançados.

No filme, Andy não tem como objetivo trabalhar com Miranda o resto da vida, ela apenas queria ficar um ano no cargo para que, depois dessa experiência, ela conseguisse abrir portas para o emprego dos seus sonhos.

 

E a pergunta final que deixo aqui para sua autoanálise é: você acredita que sacrifícios temporários geram vitórias permanentes?

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