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As práticas do Oceano Azul

As práticas do Oceano Azul

“Oceano azul não tem mágica, é fruto de muito trabalho e transpiração”

 

Todo empreendedor já ouviu falar sobre a “estratégia do oceano azul” e de como é possível tornar a competição contra concorrentes irrelevante. E, provavelmente pensou durante o planejamento estratégico da sua empresa, de que maneira se diferenciar no mercado e, em ser líder em preço ou até mesmo na exploração de um nicho, correto?

De forma resumida vou trazer aqui as principais estratégias e exemplos abordados no livro A estratégia do oceano azul, para auxiliar você a entender os segredos desse oceano e como empregá-los em seu negócio. Mas em primeiro lugar, você precisa saber o conceito geral, e principalmente, qual a diferença entre o oceano azul e o oceano vermelho.

 Podemos simplificar e apenas dizer que o OCEANO VERMELHO representa todos os setores hoje existentes, é um cenário extremamente competitivo, onde a margem de lucro é muito pequena e demanda enorme esforço para produção em custos baixos, assim como se enfrenta a difícil tarefa de oferecer um benefício que seja valorizado pelos clientes, em um patamar superior aos concorrentes.

Já no OCEANO AZUL pode-se detectar e explorar novos mercados, nele a competição é irrelevante, pois as regras do jogo ainda não estão definidas. Também é possível gerar uma maneira diferente de se relacionar com os clientes, de distribuir os produtos e serviços, de precificar, e de criar novas parcerias.

“Oceano azul tem essencialmente a ver com mudanças no modelo de negócio. A verdadeira inovação de valor é aquela em que ‘reeditamos’ e ‘redefinimos’ a oferta de valor para os clientes, ou seja, a oferta de valor passa a ser tão única e gera uma experiência tão inusitada para os clientes, que é quase como se reinventássemos a nossa oferta.” – A estratégia do oceano azul, W. CHAN KIM, RENÉE MAUBORGNE

A estratégia do oceano azul desafia as empresas a transpor as barreiras, e é por esse motivo que as empresas precisam ir além da competição, e neste livro você encontrará modelos práticos e ferramentas analíticas para a busca e conquista sistemáticas destes oceanos azuis.

 

Principais pontos que destacamos da estratégia do oceano azul:

  • Trata-se de uma estratégia baseada em dados e fatos concretos, em décadas de estudos e centenas de movimentos estratégicos que abordaram mais de 30 ramos industriais ao longo de mais de 100 anos.
  • Mostra que é possível “criar” um espaço inexplorado no mercado, e ensina como tornar a concorrência irrelevante através de um passo a passo a ser seguido, no qual a estratégia deve ser baseada em seis fronteiras a serem superadas e implementadas.
  • Fornece poderosas ferramentas para entender as oportunidades e para fugir da competição, e, da mesma forma, minimiza os riscos. Mostra que é possível testar a viabilidade comercial de suas ideias e depois refiná-las para fugir dos riscos e aumentar as possibilidades de sucesso por meio do chamado Teste de Ideias do Oceano Azul (TOA).
  • Por ter uma visão integrada, a estratégia mostra como alinhar valor, lucro e pessoas. Dessa forma, assegura que a empresa tenha efetividade da aplicação das novas diretrizes destas estratégicas que mostram um resultado de ganha-ganha.
  • A possibilidade de unir diferenciação e baixo custo, as estratégias de oceano azul buscam simultaneamente explorar os benefícios do baixo custo e da diferenciação. É um raciocínio de somar vantagens e não ter de optar por uma delas em detrimento da outra.

 

Principal exemplo a se inspirar:

Umas das mais famosas companhias circenses do mundo, o Cirque du Soleil, descobriu esse novo oceano azul ao explorar: nem circo, nem teatro, nem balé, mas uma mistura de tudo isso. Ela foi bem-sucedida por ter percebido que, para vencer no futuro, as empresas devem parar de competir umas com as outras. A única maneira de superar os concorrentes é não mais tentar superar os concorrentes.

Ao abandonar a estrutura tradicional de atrações e práticas de altos custos, como os animais e descontos; e ao melhorar a alta qualidade dos atores, cenografia e figurino, isso os diferenciou dos concorrentes criando um oceano azul a ser explorado. Por isso, o Cirque du Soleil é um dos mais bem-sucedidos exemplos de implantação de uma estratégia de oceano azul.

Mas se precisa de mais exemplos, olhe para 100 anos atrás e se pergunte:

Quantos setores que conhecemos hoje eram desconhecidos naquela época? 

Em resposta digo, muitas indústrias – desde a automobilística, aviação civil, petroquímica, assistência médica, enfim, naquele tempo eram inexistentes ou ainda eram muito iniciais. Mas não precisamos ir tão longe, há 30 anos não imaginávamos as grandes potências de telefones celulares, biotecnologia, varejo de desconto, entregas expressas, entre tantas outras.

Então deixo aqui uma pergunta final para te inspirar a seguir no seu próprio oceano azul, quantos setores que não conhecemos hoje provavelmente existirão no futuro? 

“À medida que os oceanos vermelhos ficam cada vez mais sangrentos, os gestores, bem mais do que estão acostumados, deverão preocupar-se com os oceanos azuis. (…) Não importa que tenha sido a Ford, em 1908, com o Modelo T; ou a GM, em 1924, com carros de estilo emocional; ou a CNN, na década de 80, com notícias em tempo real e em horário integral; ou a Compaq, a Starbucks, a Southwest Airlines, o Cirque du Soleil – ou qualquer um dos movimentos estratégicos de oceano azul de nosso estudo, a abordagem estratégica dessas empresas foi coerente no tempo, qualquer que seja o setor.” – A estratégia do oceano azul, W. CHAN KIM, RENÉE MAUBORGNE

O que diferenciou de maneira consistente os vencedores dos perdedores na criação de oceanos azuis foi a maneira de encarar a estratégia!

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